Pressentimentos confudem-se com dúvidas: brinco de trocar os significados, mas sei que não há garantia em ambos; apenas sei (ou penso que sei) o que cada um é.
Ficamos a sós eu e meu paladar, ele é meu íntimo. Então experimento a explosão do gosto picante e, assim, da contração passo à expansão infinita.
As música me tomam, entro em uma espécie de ressonância espiritual.
As palavras: essas guardam dentro de sí o infinito passível de tudo.
A justificativa é sentir, entender, por vezes, é consequência. E se eu entender, pode ser que tudo perca o sentido.
domingo, 20 de setembro de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
A tal da Desilusão
Quando o puro-sólido torna-se o fulgás.
Quando o corpo torna-se inerte, e a alma toda em desarmonia.
E você não alcança você mesmo.
O amanhã não tem motivo, o hoje é apenas isso.
Diminuído, beira o mínimo.
Quando o corpo torna-se inerte, e a alma toda em desarmonia.
E você não alcança você mesmo.
O amanhã não tem motivo, o hoje é apenas isso.
Diminuído, beira o mínimo.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
O número um tem força, com toda sua capacidade de ser-para-sí. Ele precisa de sua auto-suficiência para ser o mais ele possível.
Eu gosto do número três, ele não tem o egoísmo do número um e é uma alternativa para o segundo.
Gosto do gosto do imaterial, das tramas e dos dramas.
E não quero entender tudo: senão começo a falar tudo o que penso- ou seja, endoideço de vez (O não-doido é quase um doido).
A alegria da esperança é quase uma felicidade, é um meio-sorriso tímido que invade cheio de graça.
Minha lógica é toda ilógica, meio torta.
Ir vivendo talvez não seja uma boa idéia: vou sendo. Vim do nunca, e é pra lá que eu vou.
Eu gosto do número três, ele não tem o egoísmo do número um e é uma alternativa para o segundo.
Gosto do gosto do imaterial, das tramas e dos dramas.
E não quero entender tudo: senão começo a falar tudo o que penso- ou seja, endoideço de vez (O não-doido é quase um doido).
A alegria da esperança é quase uma felicidade, é um meio-sorriso tímido que invade cheio de graça.
Minha lógica é toda ilógica, meio torta.
Ir vivendo talvez não seja uma boa idéia: vou sendo. Vim do nunca, e é pra lá que eu vou.
sábado, 20 de junho de 2009
Me disseram que o Sol iria nascer durante a madrugada.
Depois me provaram que um somado a um são dois.
E assim fez-se o equilíbrio em mim.
Depois me provaram que um somado a um são dois.
E assim fez-se o equilíbrio em mim.
domingo, 14 de junho de 2009
Nostalgia
O teu héroi é o anti-herói do outro; com ou sem a capa é questão de estilo.
Quer-se viver feliz pra sempre, e não agora torcendo pra que dure nem que seja alguns meros segundos.
Finge-se não sentir mesmo querendo. Critica-se e raramente elogia-se.
Pior que a moralidade, é a moralidade artificial.
Contradição burra que irrita.
Mas o passado é um quase-enigma e o futuro uma interrogação.
Eu tenho a sensação de ter o infinito guardado num pote; como a relação entre o corpo e a alma.
É de uma nostalçgia ora boa, ora péssima.
Quer-se viver feliz pra sempre, e não agora torcendo pra que dure nem que seja alguns meros segundos.
Finge-se não sentir mesmo querendo. Critica-se e raramente elogia-se.
Pior que a moralidade, é a moralidade artificial.
Contradição burra que irrita.
Mas o passado é um quase-enigma e o futuro uma interrogação.
Eu tenho a sensação de ter o infinito guardado num pote; como a relação entre o corpo e a alma.
É de uma nostalçgia ora boa, ora péssima.
sábado, 30 de maio de 2009
Coisa boa, atoa.
Eu sinto o peso e a proporção do futuro sobre mim. Enquanto que esse cotidiano aparentemente agradável é, na verdade, um truque de consciência para permitir o fator existência.
O existir e o cotidiano são de uma complexidade que eu nem sei.
Caminho num chão de esperança, tendo como paisagem a sinceridade e algum valor das coisas e dos outros; acrescido, porém, de palavras e gestos medidos que me cansam e me delatam, com uma certeza matemática, a efemeridade, toda presente.
Estamos aqui, coisa boa ou atoa?Fica perguntado.
O existir e o cotidiano são de uma complexidade que eu nem sei.
Caminho num chão de esperança, tendo como paisagem a sinceridade e algum valor das coisas e dos outros; acrescido, porém, de palavras e gestos medidos que me cansam e me delatam, com uma certeza matemática, a efemeridade, toda presente.
Estamos aqui, coisa boa ou atoa?Fica perguntado.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Evoluções
Não ser devorado é um dos sentimento mais completos.Mas quem é que nunca quis um ser-humano só pra sí?Um "serzinho" de estimação e, assim, colocaríamos em prática a arte de pretender a independência da podridão mútua através de uma distância humana inexistente.E o que chamam de amor, pode ser a necessidade quase urgente de absorver o outro por um todo. Devora-se.
Ser cuspido, ao contrário de ser devorado expõe, dá a sensação de anulamento- mesmo sabendo que isso não seja verdade. É que temos a dificuldade de aceitar que o que não vai ser, tenha de fato sido alguma coisa.
A carne no meu prato estava crua, despreparada.E o que me resta é retomar os passos heróicos e exatos, num ritmo quase espanhol.
Ser cuspido, ao contrário de ser devorado expõe, dá a sensação de anulamento- mesmo sabendo que isso não seja verdade. É que temos a dificuldade de aceitar que o que não vai ser, tenha de fato sido alguma coisa.
A carne no meu prato estava crua, despreparada.E o que me resta é retomar os passos heróicos e exatos, num ritmo quase espanhol.
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